Quando se trata da vagina, existem muitos mitos e equívocos. Algumas pessoas acreditam por exemplo, que as vaginas podem perder a sua elasticidade para sempre. Isso não é verdade!

A vagina é elástica. Isso significa que ela pode se esticar para acomodar as coisas que chegam (pense: um pênis ou brinquedo sexual) ou as coisas que saem (pense: um bebê).

Mas não demorará muito para a vagina voltar à sua forma anterior.

A vagina pode ficar um pouco mais solta com a idade ou depois da mulher ter filhos, mas no geral, os músculos se expandem e se retraem como um acordeão ou um elástico.

Continue a ler o artigo para saber mais sobre de onde vem esse mito; e perceber também, como uma vagina “apertada” pode ser um sinal de uma condição subjacente; bem como algumas dicas para fortalecer o assoalho pélvico e muito mais.

Quebrando o mito de uma vagina larga

A primeira coisa é que: não existe vagina “larga”.

A vagina pode mudar com o tempo devido à idade e ao parto, mas não perderá o seu alongamento permanentemente.

O mito da vagina “flácida” tem sido historicamente usado como uma forma de envergonhar a mulher pela sua vida sexual.

Afinal de contas, a vagina “larga” não é usada para descrever uma mulher que faz muito sexo com o seu parceiro.

Mas sim, usado principalmente para descrever uma mulher que fez sexo com mais de um homem.

Mas a verdade é que não importa com quem você faz sexo ou com que frequência. A penetração não fará com que a vagina se estique para sempre.

A vagina ‘apertada’ não é necessariamente um bom sinal

É importante entender que uma vagina “apertada” pode ser um sinal de preocupação subjacente, especialmente quando a mulher sente desconforto durante a penetração.

Os músculos vaginais relaxam naturalmente quando a mulher está excitada.

Quando a mulher não está excitada, interessada ou fisicamente preparada para o coito, a sua vagina não relaxa, lubrifica ou estica.

Os músculos vaginais apertados, neste caso, poderiam tornar o encontro sexual doloroso ou impossível de realizar.

A rigidez vaginal extrema, também pode ser um sinal de vaginismo.

Este é um distúrbio físico tratável que afeta 1 em cada 500 mulheres.

O vaginismo é uma dor que ocorre antes ou durante a penetração. Pode ocorrer durante a relação sexual, ao colocar ou retirar o tampão (absorvente interno) ou ao inserir um espéculo durante um exame pélvico.

Se isso lhe é familiar, marque uma consulta com o ginecologista, onde serão avaliados os seus sintomas realizado o diagnóstico.

Em casos de vaginismo, o médico pode recomendar a realização de exercícios de Kegel e ou outros exercícios para o assoalho pélvico, terapia com dilatadores vaginais ou injeções de Botox para relaxar os músculos.

A vagina vai mudar com o tempo

Apenas duas coisas podem afetar a elasticidade da vagina: a idade e o parto.

O sexo frequente – ou a falta dele – não fará com que a vagina o perca seu alongamento.

Com o tempo, o parto e a idade podem causar um ligeiro afrouxamento natural da vagina.

As mulheres que tiveram mais de um parto vaginal têm maior probabilidade de ter os músculos vaginais enfraquecidos.

No entanto, o envelhecimento pode fazer com que a vagina alargue, independentemente de ter tido filhos.

Idade

A mulher pode começar a detetar mudanças na elasticidade da vagina a partir dos 40 anos.

Isso porque porque é nesta fase que os níveis de estrogênio começarão a diminuir à medida que entra na fase da perimenopausa.

A perda de estrogênio significa que o tecido vaginal se tornará:

  • mais fino
  • seco
  • menos ácido
  • menos elástico ou flexível

Essas mudanças podem se tornar mais visíveis quando a mulher atingir completamente a menopausa.

Parto

É natural a vagina mudar após um parto vaginal.

Afinal de contas, os músculos vaginais esticam para deixar o bebê passar pelo canal do parto e sair da entrada da vagina.

Depois do bebê nascer, a mulher poderá notar que a sua vagina está um pouco mais flácida que a forma usual.

Isso é perfeitamente normal.

A vagina deve começar a normalizar e apertar alguns dias após o parto, embora possa não retornar completamente à sua forma original.

Quando a mulher teve vários partos, os músculos vaginais estão mais propensos a perder um pouco de elasticidade.

Se estiver desconfortável com isso, existem exercícios que pode realizar para fortalecer os músculos do assoalho vaginal antes, durante e depois da gravidez.

Como fortalecer os músculos vaginais

Os exercícios pélvicos são uma forma ótima de fortalecer os músculos do assoalho pélvico.

Estes músculos fazem parte do seu núcleo e ajudam a apoiar:

  • bexiga
  • reto
  • intestino delgado
  • útero

Quando os músculos do assoalho pélvico enfraquecem com a idade ou após o parto, a mulher pode:

  • pode ocorrer perda urinária acidentalmente ou soltar gases vaginais
  • sentir a necessidade constante de fazer xixi
  • ter dores na área pélvica
  • sentir dor durante o sexo

Embora os exercícios do assoalho pélvico possam ajudar a tratar a incontinência urinária leve, eles não são tão benéficos nas mulheres que apresentam perda urinária grave.

Só o médico pode ajudá-la a desenvolver um plano de tratamento adequado que atenda às suas necessidades.

Interessada em fortalecer o assoalho pélvico? Abaixo estão alguns exercícios que pode tentar:

Exercícios de Kegel

Primeiro, precisa identificar os músculos do assoalho pélvico. Para fazer isso, pare a meio, enquanto estiver fazendo xixi. Se tiver sucesso, é sinal que descobriu os músculos certos.

Depois disso, siga estas etapas:

Escolha uma posição para os exercícios. A maioria das mulheres prefere realizar os exercícios Kegels deitada de costas.

Aperte os músculos do assoalho pélvico. Mantenha a contração por 5 segundos, relaxando por mais 5 segundos.

Repita este passo pelo menos 5 vezes seguidas.

Ao aumentar a força, aumente o tempo para 10 segundos.

Tente não apertar as coxas, abdominais ou bunda durante os Kegels. Concentre apenas no assoalho pélvico.

Para melhores resultados, pratique 3 conjuntos de Kegels 5 a 10 vezes por dia. Deve ver resultados dentro de algumas semanas.

Exercícios de inclinação pélvica

Para fortalecer os músculos vaginais usando um exercício de inclinação pélvica:

Fique em pé com os ombros e glúteos contra a parede. Mantenha ambos os joelhos flexíveis.

Puxe o seu umbigo para a sua espinha. Quando fizer isso, suas costas devem se achatar contra a parede.

Aperte o umbigo durante 4 segundos, depois solte.

Faça isso 10 vezes, até 5 vezes por dia.

Cones Vaginais

Também pode fortalecer os músculos do assoalho pélvico usando um cone vaginal. Este é um objeto do tamanho de um tampão que você coloca na vagina e segura.

Para fazer isso:

Insira um cone leve na sua vagina.

Aperte os músculos. Mantenha-o no lugar por cerca de 15 minutos, duas vezes por dia.

Aumente o peso do cone quando se tornar mais bem sucedida ao segurar o cone na vagina.

Estimulação elétrica neuromuscular (EENM)

A estimulação elétrica neuromuscular pode ajudar a fortalecer os músculos vaginais, enviando corrente elétrica através do assoalho pélvico com o uso de uma sonda.

A estimulação elétrica fará com que os músculos do assoalho pélvico se contraiam e relaxem.

Pode usar o equipamento em casa ou realizar o tratamento em consultório médico.

Uma sessão normal dura cerca de 20 minutos, e o procedimento deve ser realizado uma vez a cada quatro dias, durante algumas semanas.

Conclusão

Lembre-se: “vagina larga é um mito”.

O envelhecimento e o parto podem fazer com que a vagina perca um pouco da sua elasticidade naturalmente, mas os músculos vaginais não alargam para sempre.

Com o tempo, a vagina voltará à sua forma original.

Se estiver preocupada com algumas alterações na sua vagina, entre em contato com seu médico ou ginecologista e discuta o que a incomoda.

Só eles a podem ajudar a aliviar as suas preocupações e aconselhá-la em qualquer próximo passo.

Referências

http://www.menopause.org/
https://www.nhs.uk/
http://www.uchospitals.edu/
http://goaskalice.columbia.edu/
https://www.mayoclinic.org/
http://www.pelvicfloorfirst.org.au/
https://www.nhs.uk/
http://www.soc.ucsb.edu/

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