A psoríase é uma doença inflamatória cronica da pele que produz lesões escamosas e inflamatórias com uma ampla variabilidade clínica e evolutiva. Não é contagiosa, embora possa ser hereditária. 

A psoríase pode afectar qualquer parte do corpo, mais frequentemente a áreas dos cotovelos, joelhos, couro cabeludo, abdómen e costas. Pode ocorrer em volta das ulhas, esta é conhecida como psoríase ungueal.

Psoriase

(Veja aqui a nossa galeria completa de Fotos de Psoríase)

Causas

A causa da psoríase pode ser genética, mas também existem outros factores que podem causar a psoríase.

Os fatores que podem causar o agravamento da psoríase incluem:

  • Infecções.
  • Estresse ou tenção psicológica.
  • Mudanças no clima que secam a pele.
  • Certos medicamentos.

Sintomas

Os sintomas da psoríase são:

  • Aparecimento de placas avermelhadas.
  • Manchas avermelhadas na pele.
  • Pele seca e gretada que por vezes pode sangrar.
  • Coceira, dor ou sensação de queimação na área afectada.

Poderíamos dizer que estes são os sintomas gerais da doença, mas a psoríase é uma doença que pode se manifestar de forma muito diferente em cada indivíduo.

 Diagnóstico

A psoríase pode ser difícil de diagnosticar, porque os sintomas muitas vezes se assemelham a outras doenças de pele. Nestes casos, o seu médico deve proceder a uma biopsia cutânea (pele).

Prevenção

– A maioria dos doentes tolera bem as medidas higiénicas com água e produtos de uso normal. Os banhos, especialmente com água muito quente, incrementam a xerose e irritam a pele, por isso o duche com água tépida é preferível ao banho.
– Apanhar sol, com moderação, é benéfico, já que os raios ultravioletas tem acção anti-inflamatória.
– Tomar banho no mar apresenta propriedades positivas para a pele devido aos iões e sais que a água do mar contém.

Tratamento

A psoríase é uma doença crónica e o seu tratamento tem como objectivo melhorar as lesões, visto que a psoríase é uma doença de difícil cura total. Sabendo disto, deve esclarecer-se o doente quanto à não contagiosidade e ao não comprometimento sistémico da doença. O tratamento vai depender das características do doente, da extensão e principalmente, da gravidade do quadro.

Fototerapia

– Ultravioletas B de banda larga e estreita: a fototerapia com ultravioletas B (UVB) é baseada em fontes artificiais de radiação UV que obtemos da luz natural do Sol.
– PUVA: administra-se uma droga fotossensibilizante (B-metoxipsoraleno) e expõe-se o doente a radiação ultravioleta de ondas longas. Aumenta o risco de carcinogénese. Pode ser associado com retinóides orais.

Tratamento Tópico

– Ácido salicílico: é conveniente remover previamente a crosta, sendo geralmente utilizada uma fórmula magistral de ácido salicílico em vaselina a 5-10%, antes de aplicar qualquer tratamento tópico.
– Corticosteróides: surtos leves e moderados. Recomenda-se penso oclusivo e pode fazer-se terapia intralesional.
– Antralina e alcatrão: para placas mais espessas e resistentes.
– Calcipotriol e tacalcitol: são análogos da vitamina D e uilizam-se em quadros leves e moderados. Resposta muito variada.

Tratamento Sistémico

– Retinóides orais (etretinato e acitretina): têm bons resultados, mas são teratogénicos e possuem muitos efeitos colaterais.
– Metotrexato: um dos fármacos mais eficazes na psoríase extensa e grave. Devem excluir-se doentes com hepatopatias, hematopatias, e deve ser usado em doentes internados.
– Ciclosporina: somente em casos graves e com o doente internado.

Agentes Biológicos

Estas terapêuticas (etanercept, efalizumab, alefacept, infliximab) são as mais recentes que estão a ser utilizadas na psoríase em placa moderada ou grave com bons resultados. Ainda são pouco utilizadas actualmente, por exemplo, o etanercept só está a ser utilizado em 5500 utentes na União Europeia. Administra-se via subcutânea, 1-2 vezes por semana.

Classificação

Psoríase em Placas ou Vulgar

 É a forma mais comum da doença, cerca de 80% dos casos corresponde a este tipo. Os sintomas incluem o aparecimento de placas avermelhadas no tronco, braços, pernas, genitais e couro cabeludo. 

Para a eleição terapêutica, definimos psoríase localizada ou leve quando o doente se mostra colaborador para aplicar tratamento tópico a todas as lesões (geralmente, menos de 20% da superfície corporal). As placas de psoríase podem ser tratadas combinando a aplicação de um creme hidratante ou emoliente de manhã e um medicamento tópico à noite.

Entre estes fârmacos podemos optar por um corticóide de potência média-alta, 1-2 vezes ao dia, um derivado de vitamina D como calcipotriol ou tacalcitol, um retinóide tópico como tazaroteno ou um alcatrão em creme, formulado ou em gel.A utilização de calcipotriol tópico, em combinação com corticóides tópicos, facilita uma rápida melhoria da psoríase e evita os efeitos secundário daquele.

Se existir intensa hiperqueratose ou resistência das lesões, acrescentaremos um queratolítico (por exemplo: vaselina salicílica 2-5%), um derivado da vitamina D tópica (calcipotriol, tacalcitol), um retinóide tópico (tazaroteno), um preparado de antralina (esta aplica-se, preferencialmente, durante 20-30 minutos, seguida de lavagem com água tépida).

Por exemplo, uma forma segura e eficaz de tratar a psoríase localizada é a aplicação combinada de calcipotriol tópico e betametasona tópico 1 vez ao dia. Podemos esperar uma rápida melhoria em 4-6 semanas, mais rápida do que quando os usamos em monoterapia.

Ao conseguir uma importante remissão, é aconselhável abandonar os corticóides o mais precocemente possível. Uma forma de o fazer seria utilizar corticóides tópicos durante o fim-de-semana, enquanto se continuaria a aplicar calcipotriol tópico 2 vezes ao dia. Posteriormente, abandona-se definitivamente o corticóide tópico. O calcipotriol pode provocar, como efeito secundário, irritação em 10% dos utentes.

Psoríase do Couro Cabeludo

Podemos aplicar preparados comerciais de corticóide e ácido salicílico, como a betametasona com ácido salicílico em loção, que deve aplicar-se à noite, e lavar a cabeça de manhã. Também podemos instaurar tratamento com aplicação de calcipotriol e dipropionato de betametasona em gel.

Deve aplicar-se o tratamento à noite, antes de dormir. De manhã no início da lavagem para remoção do gel não se deve usar água. Primeiro aplica-se directamente o champô no cabelo seco e depois procede-se à lavagem habitual com água. Para eliminar as escamas, aconselha-se a lavagem diária com champôs que contanham alcatrão ou ácido salicílico.

Psoríase Gutata ou em Gotas

Afecta principalmente crianças. Manifesta-se com pequenas manchas de pele avermelhada no tronco, membros e couro cabeludo. Normalmente surge quando á algum tipo de infecção bacteriana é comum observar após uma inflamação de garganta. 

Psoríase Pustulosa

Esta é uma variedade rara, que se caracteriza por áreas de pele avermelhadas, que dão lugar a pústulas (bolhas com pus). Pode ser doloroso e reaparece ciclicamente de lesões anteriores.

Psoríase Eritrodérmica

É um tipo de psoríase, que muitas vezes afecta a maior parte do corpo e produz um nivelamento muito agressivo.

Psoríase Inversa

A lesão, neste caso, é apresentada nas axilas, sob as mamas, nas dobras de órgãos genitais e nádegas. Não aparecem escamas, unicamente provoca vermelhidão e inflamação. A fricção e suor aumentam a manifestação das lesões.

Psoríase Ungueal

A psoriase ungeal afecta mais as ulhas das mãos do que as dos pés, este tipo de psoríase  produz uma serie de alterações na aparência das unhas.

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