A esporotricose é um tipo raro de infecção fúngica que pode ocorrer tanto em humanos quanto em animais.

Também conhecido como “doença do jardineiro ou tratador de rosas“, o fungo pode ser encontrado em algumas plantas bem como no seu solo circundante.

A esporotricose afeta principalmente pessoas que trabalham com produtos, tais como:

  • agricultores
  • floristas
  • jardineiros
  • aqueles que trabalham em viveiros
  • aqueles que lidam com fardos de feno
  • carpinteiros

Embora seja uma ocorrência rara e geralmente não apresente risco de vida, trata-se de um tipo de infecção fúngica que pode levar a complicações sérias.

Fotos de esporotricose

Quais são os sintomas da esporotricose?

Os sintomas da esporotricose geralmente começam leves nas primeiras semanas de exposição.

O paciente geralmente experimenta um pequeno inchaço que pode ser vermelho, rosa ou roxo. Este inchaço aparece no local da exposição, geralmente no braço ou na mão, e pode ou não ser doloroso ao toque.

Pode levar de 1 a 12 semanas antes que a esporotricose apresente qualquer sintoma.

À medida que a infecção progride, o inchaço pode se transformar numa úlcera.

O paciente pode desenvolver uma erupção cutânea grave ao redor da área afetada, bem como novos inchaços. Por vezes, a erupção pode afetar os olhos e até causar conjuntivite.

O que causa a esporotricose?

A esporotricose é causada pelo fungo Sporothrix. Este tipo de fungo é prevalente em todas as regiões do mundo, sendo mais comum na América Central e América do Sul.

De acordo com o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, o fungo pode ser encontrado em roseiras, feno e musgo.

As pessoas que manuseiam qualquer uma dessas plantas ou o seu solo circundante regularmente, podem estar em risco de exposição ao fungo.

Ainda assim, a exposição não significa automaticamente que o indivíduo irá desenvolver a infecção fúngica.

Esporotricose cutânea

Ter um corte ou ferimento aberto na pele pode colocar qualquer pessoa em risco de esporotricose cutânea.

Isso significa que o fungo entra através da pele.

Algumas pessoas são infectadas após serem cortadas por uma planta que contém o fungo – dai os espinhos de rosa serem os principais ​​culpados pela transmissão do fungo.

Esporotricose pulmonar

Em casos raros, o fungo entra através dos pulmões depois do indivíduo respirar os esporos presentes no ar.

Este subtipo é chamado de esporotricose pulmonar.

Pode causar dificuldades respiratórias, dor no peito, tosse, febre, fadiga e perda de peso involuntária.

A esporotricose também pode ser transmitida para o ser humano pelo contato com animais infectados (especialmente gatos), através de arranhões e ou mordidas.

Felizmente, a doença não pode ser transmitida entre pessoas.

Segundo o BMJ Case Reports, as taxas mais altas de infecção tendem a ocorrer em pessoas com idades entre os 16 e 30 anos.

Como é diagnosticada a esporotricose?

Para diagnosticar corretamente a esporotricose, o indivíduo precisa consultar o médico para a realização de testes.

Durante os exames são retiradas amostras de pele (biópsia) e enviadas para laboratório, onde são avaliadas.

Quando o médico suspeita de esporotricose pulmonar, geralmente pede para o paciente realizar um exame de sangue.

Os exames de sangue também podem ajudar a diagnosticar formas graves de esporotricose cutânea.

O tratamento realizado vai depender dos resultados destes testes.

Como tratar a esporotricose

Infecções fúngicas como a esporotricose dependem de tratamentos médicos para eliminar o fungo do corpo.

No entanto, existem alguns tratamentos caseiros que podem ajudar a reduzir a propagação da infecção.

Para infecções da pele, é importante o paciente ter a certeza de que a ferida é mantida limpa e enfaixada. Este simples ato pode ajudar a evitar que a erupção piore.

O paciente deve também evitar arranhar a área.

Antifúngicos, tratamento intravenoso e cirurgia

As infecções de pele causadas por este tipo de fungo são tratadas com antifúngicos, como o itraconazol oral (Sporanox) e o iodeto de potássio supersaturado.

A medicação deve ser tomada durante vários meses até que a infecção tenha sido totalmente curada.

Os casos mais graves de esporotricose podem necessitar de tratamentos intravenosos (IV), como a anfotericina B.

De acordo com o CDC, pode ser necessário o paciente tomar itraconazol por até um ano após a conclusão do tratamento intravenoso. Este tempo ajuda a garantir que o fungo esteja completamente fora do corpo.

Quando a infecção se originou nos pulmões, o indivíduo pode precisar de cirurgia. O processo cirúrgico envolve cortar e eliminar o tecido pulmonar infectado.

A esporotricose pode causar complicações?

Na maioria dos casos a infecção não é mortal. No entanto, se o paciente não a tratar, poderá ter os inchaços e feridas durante muitos anos – Que em alguns casos podem se tornar permanentes.

Quando não tratada, este tipo de infecção pode evoluir para esporotricose disseminada – levando a infecção fúngica a expandir para outras regiões do corpo.

Algumas dessas regiões incluem os ossos ou o sistema nervoso central, levando o paciente a experimentar:

  • dor nas articulações
  • dores de cabeça severas
  • confusão
  • convulsões

Um sistema imunológico enfraquecido pode colocar qualquer pessoa em risco, especialmente em pacientes com HIV.

No caso das mulheres grávida, os medicamentos antifúngicos podem prejudicar o bebê.

Neste caso, certifique-se de discutir a possibilidade de gravidez com o seu médico antes de tomar qualquer antifúngico recomendado.

Qual é a perspectiva da doença?

No geral, o risco de ser infectado pela esporotricose é raro.

Segundo o CDC, a maioria dos casos não apresenta risco de vida. Ainda assim, dados os sintomas e as possíveis complicações, não vale a pena arriscar quando se trabalha ao ar livre.

Use sempre luvas quando estiver trabalhando com plantas e árvores. O uso de mangas compridas e calças também oferece alguma proteção e ajudar a diminuir o risco de transmissão.

Em caso de ferida, certifique-se de que ela esteja bem enfaixada e coberta com roupas antes de manusear qualquer planta.

Referências

https://www.healthline.com/
https://pt.wikipedia.org/
https://www.mdsaude.com/
https://www.peritoanimal.com.br/
https://www.msdmanuals.com/
https://minutosaudavel.com.br/
http://www.sbd.org.br/

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