A hiperidrose é uma doença caracterizada pela transpiração excessiva, principalmente das palmas das mãos, axilas, cara e plantas dos pés, é uma síndrome que condiciona uma intensa alteração do estado psíquico, pois dificulta as relações sociais e profissionais do doente.

Hiperidrose nas Palmas das Mãos

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Causas

A causa exacta da hiperidrose é desconhecida, mas está relacionada com uma hiperactividade das fibras simpáticas e um aumento da resposta periferica sudomotora. Têm tendência a afectar vários membros de uma família e a sua incidência entre a população jovem oscila entre 0,1 e 0,3%.

A transpiração excessiva deve-se à hiperactividade das glândulas sudoríparas ( glândulas que produzem o suor). Pode ser generalizada ou confinada a palmas das mãos, plantas dos pés, axilas, regiões inframamárias ou virilhas. A pele das zonas afectadas é rosada ou branco-azulada.

Em casos graves, a pele, sobretudo a dos pés, pode apresentar-se macerada, fissurada e descamativa. O aumento da hidratação da pele pode ser um factor contribuinte em várias patologias dermatológicas (infecções micóticas ou piogénicas, dermatite por contacto).

Não podemos esquecer outras etiologias de hiperidrose, como a malária, a tuberculose, o hipertiroidismo, a diabetes mellitus, a menopausa, alguns tumores malignos (feocromocitoma, doença de Hodgkin), o alcoolismo, além de determinados factores emocionais (ansiedade e stress).

Sintomas

O principal sintoma da hiperidrose é a transpiração excessiva.

Prevenção

- Evitar os factores desencadeantes, como o calor ambiental ou o excesso de especiarias nas refeições.
- Controlar o peso, já que a obesidade pode agravar a hiperidrose.
- Manter uma hidratação adequada e, se necessário, recorrer a bebidas que reponham sais minerais (isotónicas), especialmente se trabalha em ambiente quente.
- Usar roupa de fibras naturais, como o algodão ou o linho e evitar os tecidos sinteticos como a licra ou o nylon.
- Beber infusões de salva, que reduz a sudorese (suor) , tanto diurna como nocturna.
- Lavagem diária com sabão líquido que contenha clorexidina.

Tratamento Tópico

- Na hiperidrose localizada, o cloreto de alumínio em forma de solução alcoólica a 20% costuma ser eficaz, se aplicado à noite na axila seca, palmas das mãos ou plantas dos pés, cobrindo-se muito bem com uma fina capa ou película de polietileno (papel transparente de uso doméstico). De manhã, retira-se a película de polietileno e lava-se. Duas ou três aplicações protegem a zona durante 1 semana.
- Se o cloreto de alumínio coberto com película de etileno for irritante, deve tentar-se sem essa oclusão.
- Se o tratamento com cloreto de alumínio não tiver resultados, a hiperidrose axilar extrema pode ser aliviada mediante outros tratamentos.

Outros tratamentos são:

- A infiltração com toxina botulínica, nos casos mais graves, embora o tratamento se deva repetir cerca de 3 vezes por ano.
- Psicológico: terapia cognitivo-comportamental.
- Cirúrgico: para a hiperidrose resistente, pode emprega-se a simpatectomia torácica endoscópica.É uma operação simples, com uma hora de duração aproximadamente, e o doente precisa estar internado por um máximo de 24 horas. A câmara e o instrumental introduzem-se pelas axilas com uma pequena incisão com alguns milímetros.
- Iontoforese: muito útil em hiperidrose localizada, tanto em mãos, como pés ou axilas.