O herpes labial é uma doença infecciosa viral, que se caracteriza pelo aparecimento de lesões cutâneas formadas por pequenas vesículas (bolhas) agrupadas em racimo, e rodeadas por um halo vermelho. É causada pelo vírus herpes simplex. Existem dois serótipos de vírus herpes simplex, o tipo 1 (VHS 1), que afecta a face, lábios, boca e parte superior do corpo, e o tipo 2 (VHS 2), que ocorre mais frequentemente nos genitais (herpes genital) e parte inferior do corpo.

(Veja a nossa galeria completa de Fotos de Herpes LabialFotos de Herpes Genital e Fotos de Herpes Zóster).

As doenças causadas pelo vírus VHS consideram-se as infecções cutâneas mais frequentes. As infecções primárias e recorrentes diferem no seu aspecto clínico e a sua evolução. As recorrências devem-se à reactivação do vírus VHS latente após uma infecção primária. A reactivação costuma ser devida à radiação solar, menstruação, stresse, e processos febris.

Em 30% dos casos o vírus é recorrente, ou seja, o surto pode ocorrer com alguma frequência. Actualmente não existe cura definitiva para o herpes, no entanto existem várias formas de tratamento disponíveis para reduzir os sintomas e acelerara o processo de cicatrização das lesões.

(Saiba mais sobre: Herpes Zóster (Zona)).

Causas

O herpes labial é causado pelo vírus Herpes Simplex tipo 1 (VHS 1).

Sintomas

Os sintomas iniciais do herpes labial são:

  • Coceira (comichão).
  • Ardor.
  • Formigueiro.

Estes sintomas geralmente ocorrem 1 a 2 dias antes do herpes labial aparecer.

Depois podem ocorrer no mesmo dia ou 1 a 2 dias depois:

  •  Bolhas (vesículas) avermelhadas e dolorosas ao redor dos lábios e boca que contem  líquido amarelo claro.

Dias depois surgem outro tipo de sintomas:

  • Ardor.
  • Inchaço.
  • Dor de garganta.
  • Mal estar geral.
  • Febre.
  • Pus e crostas na membrana mucosa labial.

Diagnostico

O diagnóstico será feito depois de um médico o examinar . Ele pedirá alguns exames específicos tais como, exame de sangue, teste de cultura viral e teste PCR (procura-se o DNA do vírus).

Prevenção

– Deve evitar-se o contacto físico, tal como beijar ou abraçar; entre uma pessoa infectada e uma não infectada.

– Não deve contactar com a área afectada e, no caso de tocar a ferida, lavar imediatamente as mãos.

– Não deve partilhar copos, utensílios, batons, escovas de dentes e toalhas com outras pessoas. Não deve tocar ou esfregar os olhos com as mãos durante o surto de herpes.

Informar o doente sobre as características da sua doença e a sua evolução em surtos.

Primo-infecção

A primo-infecção cutânea da mucosa oral e genital pelo VHS tipo 1 e 2 trata-se por via oral com aciclovir, valaciclovir ou famciclovir. Para que o tratamento seja eficaz é preciso instaurá-lo durante as 72 horas que seguem ao início do diagnóstico.

Este tratamento consegue evitar o aparecimento de novas lesões, melhora a sintomatologia geral e acelera a cura das lesões existentes. Dado que o quadro é normalmente acompanhado de febre, mal-estar geral e é muito doloroso, deverá tratar-se também com analgésicos.

Tratamento Tópico

– Não existe evidência científica sobre a aplicação do agentes antivirais tópicos aplicados localmente, como o aciclovir (e há o risco de provocar eczemas de contacto) ou penciclovir, embora se continue a usar a 5o%, de 4-4 horas (durante o dia) durante 4 dias.

– São frequentes as sobreinfecções bacterianas, pelo que devemos utilizar antibacteriano em creme localmente.

– Também se pode utilizar um penso de hidrocolóide, que reduz a contaminação e promove o óptimo ambiente de cicatrização, além de ser esteticamente mais discreto do que as pomadas. Não se pode colocar sobre o creme. Há que extremar a higiene na colocação do penso.

–  Não utilizar corticóides, nem tópicos, nem sistémicos.

Tratamento Sistémico

– Na primo-infecção oral e em lesões mais extensas, recomenda-se aciclovir 200 mg oral, 5 vezes ao dia, durante 5 a 7 dias, ou outro antiviral. Para que seja eficaz, deve instaurar-se antes das 72 horas do início da clínica.

– Utilizar analgésicos, já que, habitualmente, o quadro se acompanha de febre, mal-estar geral e dor.

– No caso de infecções recorrentes (mais de seis por ano), pode-se usar aciclovir via oral 200 mg, 2 vezes ao dia, ou valaciclovir 500 mg ao dia, ou famciclovir 250 mg, 2 vezes ao dia, durante 6 meses. Para as recorrências orofaciais, recomenda-se também tratamento tópico com soluções secantes, como toques com éter, álcool ou qualquer solução adstringente.

Tratamento Antiviral do herpes Labial

quadro herpes labial

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