A erisipela é uma inflamação aguda da pele e do tecido celular subcutâneo. O quadro inicia-se com arrepios e febre alta, aparecendo 24 horas depois uma placa vermelha, que cresce perifericamente. Localiza-se predominantemente nos membros inferiores (pernas) e na face. O ponto de partida ou ”porta de entrada” é, frequentemente, uma fissura do vestíbulo nasal, ângulo das pálpebras, lábios, úlceras infectadas, fissuras interdigitais dos pés, etc.

Causas

A quase totalidade dos casos é de etiologia estreptocócica (isto é bacteriana), especialmente S. pyogenes  (estreptococo B-hemolítico do grupo A) e, com menos frequência os grupos B, C, ou G. Ocasionalmente, a etiopatogenia pode ser estafilocócica.

Sintomas

– Febre alta.
– Arrepios.

Tratamento

– Avaliar a gravidade do quadro, para orientar o tratamento no domicílio ou considerar a hospitalização. Realiza-se terapêutica em medicina familiar nos casos leves, orientando para o hospital os casos complicados (afectação importante do estado geral,localização facial ou peri-orbitária) ou quando o doente está sob imunodepressão (diabéticos, transplantados, com SIDA, hematológicos, neoplásicos).

– A medida terapêutica geral é o repouso na cama.

– Se está afectado o membro inferior, a elevação ajuda a reduzir a inflamação e a dor

Tratamento Tópico

– Os fomentos húmidos têm um efeito calmante muito útil.

– Os cremes de antibióticos tópicos têm uma eficácia muito questionável.

– As lesões cutâneas, tais como pequenas feridas, micose interdigital, úlceras varicosas, lesão nas narinas ou ouvidos, que podem servir de porta de entrada, têm de ser tratadas.

Tratamento Sistémico

Apesar de serem infecções frequentes, existem escassos estudos com resultados adequados ao tratamento destes doentes. Os aspectos sobre os quais existem lacunas por estudar incluem dose, via óptima de administração dos antimicrobianos de eleição e duração do tratamento.

Portanto, existem diferentes propostas terapêuticas correctas, algumas das quais indicamos a seguir.

Quando a erisipela tem etiologia estreptocócica, a terapêutica de eleição é a penicilina ou seus derivados.

Penicilina G benzatínica, parenteral 2.400.000 U/24horas/i.m. até que o utente esteja apirético, seguida de tratamento sistémico com amoxicilina/ácido clavulânico 875/125 mg, de 12-12 horas ou cloxacilina 500 mg, de 6-6 horas, até um total de 10-14 dias. Em caso de alergia a B-lactâmicos: clindamicina 300 mg, de 6-6 horas, eritromicina 500 mg, de 6-6 horas, cefalexina ou cefazolina 500 mg, de 6-6 horas ou cefadroxil 1 g, de 12-12 horas durante 10 dias.

Paracetamol 1000 mg cada 8 horas.

No caso de infecção de repetição, deve realizar-se profilaxia com penicilina 2.400.000 U, 1 vez por mês durante 6 meses.

Fotos de Erisipela

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