Um dos maiores flagelos entre as mulheres é o cancro ou câncer de mama, sendo a segunda maior causa de morte devido a cancro entre os elementos do sexo feminino. Apesar de poder atingir também homens, esses são casos muito raros.

O câncer de mama, além do impacto negativo que tem sobre a saúde e a vida das mulheres, tem ainda associado outro aspeto importante: esta doença ataca uma das regiões do corpo da mulher simbolicamente mais importante, o que pode igualmente ter uma influência emocional e psicológica muito forte. Neste artigo iremos abordar os sintomas e sinais do câncer de mama, bem como as formas de diagnóstico, e ainda, apontar os vários tipos de tratamento.

câncer de mama

Neste Fórum Abordamos os Seguintes Tópicos

Sintomas

Existem diversos sintomas e sinais físicos visíveis, que podem indicar a presença de cancro da mama. Mesmo que não apresente dor, se algum dos sintomas seguintes persistir e não desaparecer, deverá consultar um médico.

– Alteração visível ou palpável no mamilo ou no seio;
– Mudança no formato ou volume do seio;
– Retração do mamilo para dentro do seio;
– Espessamento ou desenvolvimento de um nódulo no seio, numa região próxima ou nas axilas;
– Saída de fluidos pelo mamilo;
– Aspeto inchado, avermelhado ou escamoso da pele dos seios, dos mamilos ou das auréolas;
– Mamilo sensível.

É importante referir que a presença destes sintomas nem sempre corresponde à existência de cancro. No entanto, deve consultar imediatamente o seu médico para que o diagnóstico seja feito, e qualquer tratamento necessário seja iniciado.

Diagnóstico

No caso de ter algum dos sintomas apresentados, como referimos em cima, deverá dirigir-se ao seu médico. Este, utilizando diversos métodos, irá determinar a causa do sintoma, e se está ou não relacionado com cancro. Antes de mais, o médico começará com um exame físico, ao que juntará um conjunto de perguntas de forma a conhecer melhor o seu historial familiar e clínico. Geralmente, depois irá pedir para ser realizado uma mamografia, e apenas com todos estes dados é que poderá diagnosticar a causa da alteração no seio, ou então, pedir exames adicionais. De seguida apresentamos os vários exames que podem auxiliar ao diagnóstico do cancro mamário.

Exame físico

Este exame consiste na observação e na palpação da mama. O médico irá palpar os seios procurando gânglios ou nódulos. Se encontrar, irá também através da palpação determinar se é benigno ou cancerígeno, já que o seu formato, textura e tamanho diferem num caso e noutro. Se o nódulo tiver um formato irregular, textura mais dura e que esteja fixo no seio, provavelmente será cancerígeno. Já quando o nódulo for macio, com a forma de uma esfera, e móvel, geralmente é benigno.

Mamografia

Este exame consiste basicamente um raio-X ao seio. Isso permitirá obter imagens nítidas e mais pormenorizadas da região onde se suspeita existir o cancro.

Ultrassonografia

Esta ecografia com auxílio de ondas de som de alta frequência irá permitir verificar se o nódulo é uma massa sólida (com probabilidade de ser cancerígena) ou apenas um quisto.

Ressonância magnética

Este exame acaba por ter a mesma função da mamografia, já que também permite obter imagens mais pormenorizadas dos tecidos mamários. Contudo, a mamografia é ainda o exame primário, sendo este adicional e complementar em caso de necessidade.

Biópsia

Quando depois de todos os anteriores exames, ainda persistirem dúvidas sobre a natureza dos nódulos, então é necessário realizar-se uma biópsia. Neste exame será retirado líquido ou tecido da área suspeita com ajuda de uma agulha. Este é um procedimento cirúrgico, devendo ser feito por alguém especializado. Depois, a amostra será estudada por um patologista, que irá verificar se existem ou não células cancerígenas, e caso existam, qual o tipo de cancro.

Outros exames

Quando se confirma a presença do cancro, outros testes laboratoriais são pedidos pelo médico, de forma a obterem-se mais informações sobre as células cancerígenas, e dessa forma, poder definir mais claramente qual o plano de tratamento a seguir.

Tratamento

Não existe um tratamento único para o cancro da mama. Cada caso é um caso, e como tal, dependendo da paciente, do tipo de cancro, do estádio de desenvolvimento, há um conjunto de opções de tratamento possíveis.

Na maioria das vezes, não há sequer um tratamento, mas sim uma combinação de vários métodos, sempre de acordo com as características específicas do paciente e da sua doença. Entre os vários tratamentos possíveis temos a radioterapia, cirurgia, quimioterapia, terapêutica hormonal e ainda, terapêuticas dirigidas.

Estes podem ser divididos em dois grupos: os tratamentos locais e sistémicos. Os tratamentos locais, que incluem a radioterapia e a cirurgia, têm por objetivo destruir ou remover as células cancerígenas existentes no local. Já os tratamentos sistémicos, como a quimioterapia e as terapêuticas hormonais e dirigidas, têm por função atuar em todo o corpo, de forma a controlar a propagação do cancro.

Muitas vezes são também utilizadas depois de uma cirurgia ou radioterapia, de modo a garantir que o cancro não volta a aparecer devido a algumas células cancerígenas que não tenham sido destruídas ou removidas. Há ainda um conjunto de terapêuticas, sem objetivos curativos, mas com a função de controlo da dor e de outros potenciais efeitos secundários. De seguida iremos abordar cada um dos tipos de tratamento.

Radioterapia

Este tratamento consiste na utilização de raios de grande potência para destruir as células cancerígenas. A radioterapia é muitas vezes utilizada como tratamento complementar à cirurgia, pois a radiação irá destruir as células cancerígenas que possam ter permanecido.

Cirurgia

Este é o tratamento mais comum no cancro da mama, sendo a forma mais segura e eficaz de remover e destruir todo o tumor. Dependendo de cada caso, existem também diversas abordagens, com diferentes tipos de cirurgias.

Pode ser feito uma mastectomia, onde é retirada a totalidade do seio, e muitas vezes, também os gânglios linfáticos das axilas, ou então, optar por uma cirurgia mais conservadora, onde é apenas retirada a massa cancerígena. Neste último caso também são normalmente retirados os gânglios linfáticos das axilas, realizando-se ainda radioterapia, de forma a destruir qualquer célula que tenha permanecido após a cirurgia.

Quimioterapia

Na quimioterapia são administrados fármacos, por via oral ou intravenosa, que entrarão na corrente sanguínea, circulando por todo o corpo. Esses fármacos terão como função destruir as células cancerígenas. Geralmente, no cancro da mama, a quimioterapia é composta por uma combinação de vários fármacos.

Terapêutica hormonal

Este tratamento tem como objetivo impedir que as células cancerígenas utilizem as hormonas progesterona e estrogénio, essenciais para o seu desenvolvimento. Se se verificar que o tumor tem recetores hormonais, então este tratamento deve ser feito.

Terapêuticas dirigidas

Este tipo de terapêuticas tem como função identificar e atacar substâncias que são usadas como apoio ao desenvolvimento das células cancerígenas, ou então, atacar estas células especificamente, sem danificar as células normais.

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