A alopecia areata ou “pelada” consiste na queda de cabelo em áreas muito concretas, sem patologia local prévia, observando-se cabelos curtos e atróficos na superfície do couro, cabeludo e na barba. (Leia também: Alopecia Androgénica (calvicíe comum).

Alopecia Areata

O início é insidioso, descobrindo-se a lesão de forma acidental, localizada preferencialmente no couro cabeludo. A alopecia universal afecta a totalidade do couro cabeludo, barba, sobrancelhas, pestanas, com frequência acompanhada por alterações das unhas.

Causas (Etiopatogenia)

A alopecia areata é de causa desconhecida, não sendo contagiosa. Existem diversas etiologias possíveis, das quais citamos as mais importantes: genética (25%),  imunológica (baseada na associação com outras patologias auto-imunes), emocional, séptica.

Tratamento

– Não existem tratamentos específicos e os seus objectivos estabelecem-se sobre a base de obter resultados cosméticos aceitáveis.  Na alopecia areata, o folículo piloso não se destrói, pelo que o potencial de crescimento está conservado. O tratamento deve estar de acordo com a extensão da doença e idade do utente, nunca esquecendo que permite o desenvolvimento do cabelo, mas não previne futuras recaídas.

– A evolução da alopecia areata é muito variável. Habitualmente, em 3-6 meses produz-se repovoamento espontâneo. O utente deve estar alertado para o facto de que o cabelo pode aparecer branco ou louro, mas depois voltará à sua cor normal.

Tratamento farmacológico

– No adulto: se existem poucas lesões, aconselha-se a aplicação de um corticóide tópico de potência alta. Deve aplicar-se 2 vezes ao dia. O tratamento deve ser prescrito por um mínimo de 3 meses para obter melhoria clínica e, com frequência, tem de ser mais prolongado.

– Os utentes menores de 10 anos e com menos de 1 ano de evolução respondem melhor à terapêutica com corticóides de moderada potência, como o dipropionato de beclometasona tópico. Embora discutível, é possível aumentar o seu efeito ao associar-se minoxidil ou andralina.

– Há outros tipos de tratamentos a para situações mais graves ou extensas, como os corticóides intralesionais ou imunoterapia tópica mas, em qualquer caso, se a alopecia progride ou há uma grande extensão de placas, é aconselhável encaminhar para o dermatologista.

Diagnóstico diferencial

Tinea capitis, que aparece com descamação.

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