A alopecia androgénica é  um processo fisiológico da espécie humana, causado pela acção de androgénios, ao longo dos anos, sobre o folículo, debilitando-o progressivamente. Não deixa sequelas cicatrizais e é também conhecido como “calvície comum”. (Leia também: Alopecia Areata). 

Alopecia Androgénica

Classificação

Actualmente, não se admite o termo “alopecia seborreica”, sendo este substituído por alopecia androgénica (AGA): a estas iniciais acrescenta-se um “M” ou um “F”, dependendo se a alopecia é masculina (MAGA) ou feminina (FAGA). Distinguimos, assim duas formas:

– Alopecia de padrão masculino (MAGA):  tem início na região frontal, persistindo no centro uma zona pilosa (“pico”). A zona alopécica diminui em direcção ao vértice, respeitando as zonas laterais. A sintomatologia é precoce em sujeitos com seborreia e predisposição hereditária.

– Alopecia de padrão feminino (FAGA): este tipo de alopecia é difuso, permanecendo a linha de implantação frontal com forma linear (sem “pico” nem “entradas’).

Causas (Etiopatogenia)

Diminuição progressiva dos folículos pilossebáceos como consequência da acção da 5-alfa-dihidroreductase sobre os folículos e conseguinte aumento da secreção sebácea. No caso de alopecia androgénica, o estudo na consulta de Medicina Familiar deve incluir:

– Hemograma completo com ferritina para descartar anemias.
– Bioquímica.
– Provas tiroideias para descartar hipotiroidismo.
– VDRL para despistar sífilis.

Tratamento

– Higiene máxima do couro cabeludo.
– Contestar a ideia de que a lavagem frequente aumenta a queda de cabelo, já que é absolutamente falsa.

Tratamento farmacológico

– Minoxidil sol. cutânea 2o%, 5o%: aplicar cada 12 horas, sobre o cabelo seco e estender com os dedos. Manter a terapêutica durante 12 meses.
– Finasterida: este medicamento constitui uma alternativa terapêutica em alopecia androgenética masculina, em doses de 1 mg, 1 comp./dia, embora possa ter como efeitos secundários a diminuição da libido e disfunção eréctil. A duração deve ser prolongada, durante 1 a 2 anos, no mínimo.
– No caso de alopecia androgénica em mulheres pode-se prescrever: os anti-androgénios como acetato de ciproterona associado a etinilestradiol.

Atenção: Avisar o doente de que só 30-50% apresentam melhoria, dependendo da idade, entre outros factores, para não criar falsas expectativas. O controle do crescimento faz-se a partir do aparecimento do pelo em anagem (crescimento) normalmente no bordo do couro cabeludo da região frontal. O tratamento deve ser contínuo, porque quando se abandona, a alopecia reincide.

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